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Let’s just breathe

Essa última semana foi osso. Trabalho bombando com inúmeras avaliações, reuniões, prazos e ainda as aulas particulares pra preparar. Fechamento das primeiras disciplinas do semestre na pós, dois seminários e três avaliações. Trocentas contas para pagar e os bancos e os correios em greve para descabelar geral. Tudo isso somado a minha ansiedade de querer resolver tudo pra ontem, inclusive as coisas que eu gosto. Enfim, dias daqueles que você já acorda meio fadada ao mau humor, predisposta a enfiar o dedo (e o que mais precisar) na cara de alguém. Dias daqueles que, por mais que você goste muito de uma pessoa, não se espera nem que o que ela diz seja o bastante para te acalmar. E, de fato, não é. Mas de repente vem ele e te saca três palavrinhas que são o bastante pra quebrar a sua rotina. Obviamente eu não pude me enxergar naquela hora, mas lembro claramente do momento em que imaginei a minha própria cara de surpresa ao ouvir aquilo. Ele sacou tudo sem eu dizer uma só palavra. Ele é o simples possível, aqueles minutinhos que vão te dar gás para dar um tapa em todo o resto, afinal, depois disso, o resto é só o resto, mesmo.

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A felicidade é uma arma quente

Se eu acreditasse, esse seria o momento ideal para rezar.

Sério, hoje eu senti vontade de verdade de juntar as mãos e pedir uma bênção. E nem é nada grave. Só mesmo a minha bichice de querer pedir para que tudo continue assim, encaixado.

Amém.

Será só imaginação

São raros esses dias, mas hoje acordei especialmente imatura para decidir as coisas que preciso em menos horas do que gostaria.

Quero um casulo.

Pois é

Engraçado. Hoje fui assaltada e não fiquei nem muito triste nem muito indignada. Acho simplesmente que estou acostumando.

– Ah, leva. É tudo nosso.

E vamô que vamô.

É nóis

Meu dia foi lindo, perfeitinho, dentro do esperado. No entanto, tem dias que eu vejo cada coisa que começo a considerar uma fatalidade o fato de ser brasileira.

É raro o dia que eu me permito sair do meu mundinho e olhar pra fora, mas às vezes até eu acho aquele meu papo de determinismo blasé demais.

Basicamente o que eu quero dizer é que tô sem paciência pro jeitinho brasileiro hoje, principalmente aquele lado topeira e burrão.

Humpf.

E então?

Não importa o quão perto ou longe estamos numa mesma mesa, desde que eu possa dar aquela olhada de censura nele do tipo “não acredito que você soltou essa agora” seguida de um sorriso-tsc-tsc.

Juro que só esses momentos já são o bastante pra valer muito a pena.

Hey now

Não existe qualquer possibilidade de escrever algo decente agora, mas só para constar que hoje eu tive uma daquelas conversas fudidas que me fazem sentir deveras abençoada como poucos. Dos grandes convites.

Confortada de saber que, mesmo não podendo, eu ainda tenho o entusiasmo de querer abraçar o mundo muitas e muitas vezes.