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A long way down

Lendo as coisas que ele escreve sempre fico oscilando entre imaginá-lo como alguém cansado ou acreditar que ele é igual a mim que só escreve quando triste. Provavelmente os dois. No entanto, ele, mesmo sem saber, é alguém que sempre me inspira alguma esperança. Acho meio batido esse negócio de solidão como tema-mãe ou reclames do mundo capitalista principalmente pós-conclusão da faculdade, mas também é verdade que, tal como ele faz, fato raro é. Coisa das grandes engrenagens. Começam a funcionar muito cedo e também cedo descobrem o precipício. Mas a poética que cada um elege para dar seu pitaco no mundo me faz pensar se, de repente, não deveríamos,  todos, nos reunir novamente à beira do abismo e conversar sobre nossos sobressaltos. É com isso que eu sonho às vezes. E, ultimamente, sempre, já há mais de um ano.
(…)

Lendo as coisas que ele escreve sempre fico oscilando entre imaginá-lo como alguém cansado ou acreditar que ele é igual a mim que só escreve quando triste. Provavelmente os dois. No entanto, ele, mesmo sem saber, é alguém que sempre me inspira alguma esperança. Acho meio batido esse negócio de solidão como tema-mãe ou reclames do mundo capitalista principalmente pós-conclusão da faculdade, mas também é verdade que, tal como ele faz, fato raro é. Coisa das grandes engrenagens. Começam a funcionar muito cedo e também cedo descobrem o precipício. Mas a poética que cada um elege para dar seu pitaco no mundo me faz pensar se, de repente, não deveríamos,  todos, nos reunir novamente à beira do abismo e conversar sobre nossos sobressaltos. É com isso que eu sonho às vezes. E, ultimamente, sempre, já há mais de um ano.

(…)

Eu minto bastante. Já menti mais. Sei contar vantagem, tenho alto poder de persuasão. Sorrio sabendo, abaixo no soco. Isso porque, durante boa parte da minha vida, ouvi as pessoas mentirem. Sofrer de um determinismo não me isenta de culpa alguma, mas, decerto, me permite ser, ao menos, mais condescendente em relação às mentiras que conto. Cresci perto de pessoas que mentem o tempo todo, mentem demais. Hoje vejo as mesmas pessoas mentindo tão descaradamente, perpetuando casos e induzindo testemunhas… que só resta a vontade de me rasgar inteira, me desmascarar mais. A dívida que me prometo é a dúvida pela qual sempre me repenso, dia-a-dia, até o fim da vida, até o sinal dos tempos… quanto mais? E é por isso que a mera hipótese de omissão já me provoca o luto, já me atira aos leões. Fora isso, há ainda as prov(oc)ações. Mas não externo raiva. Jogo-me no buraco, mas levo comigo mais um ou dois. Porque amor, afinal, nunca é demais.

Mas os marimbondos…

Quando numa boa fase, o comum é pensarmos nas coisas boas que andamos fazendo. Ou não. Uma contramão insiste em nos recomeçar quando cientes de que o ponto de partida não foi identificado com honestidade. O que não andamos fazendo de bom?

Façamos um tanto, tenhamos ainda muito mais. E o mais é sempre o incômodo, a impressão de ter morrido na praia, de ter feito as coisas pela metade, de ter compensado um vazio com um outro punhado de quase alguma coisa, que no final das contas também é coisa alguma.
O mais é sempre a descaracterização do próximo passo, da tentativa bem-sucedida.
Mas não.

“não quero nada disso, não
não quero nada”

Eu quero é não ter arrependidos.
E, por isso, sou todo o tempo um vacilo, um passo atrás.

- Deus existe.
Assim ouvi da narração quando o Ronaldo subiu de cabeça, subiu para o alambrado, subiu para calar a boca do povo, subiu pra fazer história.
Uma coisa é tomar partido diante de um clássico que não envolve seu time, outra coisa é você torcer pelo cara que mandou “desculpem a minha falta de modéstia, mas gol eu sei fazer”.
Enquanto todo mundo deitava e rolava – masturbação da imprensa, vagabundas a tiracolo, o típico prato-do-dia da idiotice do povo – , eu confiava demais. Ontem, na hora do gol, aos 47, eu pulei em cima do meu namorado esquecendo que ele também é oinc-oinc e, óbvio, levei um chega pra lá. Mas é foda – e lindo – ver três cartões amarelos pós-comemoração que marca a volta do fenômeno. E se alguém disser que ele não faz jus ao título, aí eu desisto.
“Provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém”.

E ainda tem gente que não entende porque é tão legal ver uma pá de marmanjo correndo atrás de uma bola.

Engraçado como as pessoas manipulam o amor, como gostam de encher a boca para falar que ele morreu, que ele acabou, que isso e aquilo ou, ainda, que ele é tão excelso que valida qualquer desespero infundado (pleonasmo?), qualquer passadismo afetado (pleonasmo II?), qualquer desgaste da razão. O amor vira um pretexto para o rancor virar pauta, para denotar certa notoriedade sobre a suposta dignidade das pessoas, para enaltecer uma mudança que nunca aconteceu.

Fica essa pressão sobre a gente como se o amor fosse a remissão de todo o pecado, de todos os erros. Tudo isso impulsionado pela crença de que o amor é sempre voltar, é sempre não mudar, é sempre não ter alternativa, é sempre possuir, é sempre receio de perder. Besteira. O amor não é nada disso.

Acho engraçado o que acontece(u) com o amor quando ele não corresponde(u) com as expectativas criadas pelas pessoas. Estas ficam infantis, retardadas, egoístas e, não menos, cômicas. Gritam aos quatro cantos que fulano vai se arrepender, que cicrano vai aprender, que beltrano ficou cego. Mais bizarro ainda é que, pretensamente, acreditam ser possível sentirmos falta delas com tais “acessos”, autopiedade da boa como se o amor fosse capaz de vitimar alguém. Besteira. O amor também não é isso. O amor nunca dá as costas.

Sair por cima também é uma boa. Afinal, a culpa é sempre do outro. O outro que mudou, que cagou, que não correspondeu. Besteira. O amor não muda nem acaba, mas aceita e entende mudanças e términos. O amor também aceita que as pessoas nunca mudam. É tão melhor, mais aceitável e reconfortante poder pensar todos os dias nas mesmas pessoas sem remorso algum; aceitar que, por mais que elas mudem, sempre serão a fé determinante no momento mais impreciso e em todos os outros também; não ficar com remorso se não ver todos os dias nem rancoroso se a saudade fizer a lágrima saltar. O amor não esmorece, não abala. Alguma coisa de nós pode até ficar doído, ofendido, injustiçado, mas o amor, não.

Vejo o tempo todo as pessoas sendo machucadas, perturbadas por aqueles que declaram amor como se ele fosse um grito de guerra, um mantra, um salve-se-quem-puder. O amor não é isso. O amor é discreto, é bom, é saudável. O amor é além, é querer bem no infinito, é a nulidade da própria dor no sorriso do outro. O amor deixa livre quem guia nosso coração.

O amor é intacto. O amor eu sei, soube, desde o primeiro dia. Desde a primeira vez que nos vimos, quando sequer nos conhecíamos. E eu não me enganei nunca. Porque o amor não é só um encontro. O amor é uma vida inteira, independente do porvir.

Fico pensando que, se as pessoas não conseguem nem sequer querer o bem de quem se ama, o que dirá daqueles que estão além do nosso plano A, estranhos no ninho, afastados da concha?

Ninguém morre pela falta de alguém. O certo é morrer por falta de amor.

Eu, hein.

Sentaram cada um em uma poltrona diferente. TV desligada, par de tênis na quina dos sofás. Pernas esticadas pós-garoa e pós-almoço de domingo com a família. Descanso também do dia anterior, o dia do filme sagrado da semana. Dia de jantar fora com outros afetos, comer até estufar o umbigo, dividir guarda-chuva para três ou quatro. No cinema, aos sábados, os lançamentos com os amigos. No domingo, em casa, a dois, o underground depois do soninho do almoço. Ressaca já acumulada da semana, de um cansaço tão diverso, mas também tão sem remorso. Quarta de teatro com os colegas de trabalho, quinta de show com a nova banda do coração. Sexta-feira, enquanto a cidade começa a acordar, ele finalmente estuda e ela esquenta o colchão enquanto ele não chega. Porém, tanto passo para no finzinho do domingo em uma conversa, finalmente, capaz de algum silêncio. Pra quê? Isso acontece, precisamente, nas poucas vezes em que falam de futuro não apenas em um contexto a dois, mas global. O mundo sempre assusta demais, por isso acabava com eles. Acaba sempre naquela ideia de, talvez, um dia, não poder mais. Até que, finalmente, um olha condescendente a esperança do outro. Tanta gente já empilhando grilo e nós… nós pra quê?

Enfim, cada um pega o seu par de tênis e desce as escadas para se divertir, ainda um pouco mais, antes de dormir. No dia seguinte, tocam dois despertadores no mesmo horário. A rotina segue e a gente sabe que, no final de algum ponto, um vai sussurrar alguma frasezinha bacana no ouvido do outro, que vai rir. E esse sussurro pode ser o sarro da cara de alguém, um parêntese do jornal, um comentário sobre o outdoor, o lembrete da necessidade de se comprar mais bolacha. No entanto, o que mais parecerá comum aos demais passageiros é uma coisa que, lá no fundo, eles sabem estar implícito em todas essas hipóteses, todas essas demonstrações. E eles se perguntam novamente: pra quê?

Se o sorrir é sempre além.

Sobre milagres

“Eu sei que é difícil defender milagres. Ou você acredita neles, ou não. Eu sempre acreditei neles.” (Will Eisner)

Sempre que levo alguém para o teatro fico boba. Boba de não calar a boca, de sacudir a pessoa a toda hora, de dar pulinhos, de sorrir-mestre. Porque teatro, pra mim, além de equânime, é uma arte injustiçada. Mas eu gosto. Eu gosto e acho linda essa linha tênue na qual esbarramos e que separa ficção e realidade, ator e público.

Ontem nós fomos ver a Avenida Dropsie do Felipe Hirsh baseado nos quadrinhos de Will Eisner. Na temporada de 2005, assisti ao Sketchbook e perdi o outro lado da adaptação. Agora, comemorando os 15 anos de parceria da Sutil Companhia de Teatro com o Teatro Popular do SESI, a peça voltou a São Paulo e eu não perdi tempo, definitivamente.

Para começar, vale frisar que rola, sim, uma bitolagem da minha parte em relação a Sutil Companhia de Teatro que tenho acompanhado, espetáculo a espetáculo, desde 2005. Na verdade, muito mais por uma curiosidade do que necessariamente por achar as peças excepcionais, tem crescido, a cada ano, uma simpatia por cada trabalho do grupo encabeçado pelo Hirsh e pelo ator Guilherme Weber, este último responsável também pela criação de algumas peças.

Também não posso deixar de mencionar que, tal curiosidade, tem fundamento nas influências literárias de Hirsh. Ora mencionando John Fante, ora mencionando Nick Hornby, por exemplo, pode-se dizer, com segurança, que a solidão em meio a multidão é tema recorrente no teatro da Companhia. No entanto, o tema pode até soar batido, mas, como dito no início da peça, é só uma perspectiva que pode ou não ser equivocada. Sobre Eisner, Hirsh comentou: “Eisner soprou chuva na minha juventude quando peguei nas mãos a minha primeira edição de Contrato com Deus”.

Acho genial ver como o humor fino da Companhia – a começar pelo nome – pode nos levar do riso ao desgosto em segundos. De certa forma, o teatro deles me constrange, seja pela forma como Hirsh brinca com o despudor – a nudez gritante que também pode ser cândida -; como aborda estereótipos e preconceitos tão próprios, mas também tão tímidos, ocultos em cada um de nós; como não só nos representa, mas também desperta em cada um a sensação de vazio, de amargura, de solidão. Compadecemos sem sequer perceber que somos nós lá no palco. E rimos a rodo.

A Avenida Dropsie pode ser qualquer avenida. E os três andares com mais de dez metros da cenógrafa Daniela Thomas ressalta ainda mais a nossa pequenez ante qualquer metrópole. São oito atores representando diversas personagens em um jogo rápido que, por incrível que pareça, à certa altura nos angustia pela sua impressão de lentidão. Na verdade, os atores são dinâmicos, mas o sentimento não. A gente espera por uma felicidade que não vem. É vertiginoso. E, não menos importante, é a narrativa feita por Gianfrancesco Guarnieri que se impõe a todo o momento como uma voz gasta, velha de guerra, mas deveras acolhedora. A voz de Eisner por Guarnieri me deu esperança. Uma esperança modesta, mas ainda esperança.

Sobre milagres… São alguns bons minutos de chuva no espaço cênico que consomem doze toneladas de água. É um momento lindo. Mas, mais que isso, milagre, mesmo, foi, a reação do público que ovacionou a parceria da Sutil Companhia com o SESI. Sim, o teatro é uma realidade possível. E ver o público diverso de pé aplaudindo a própria solidão, como se estivesse em um show de rock, é de rasgar a pele.

Os grãos

Sinto falta de vê-lo assim como vejo (e cometo) faltas nas conversas que tenho ultimamente. Sinto falta de parecer muito com alguém no jeito de envelhecer, talvez isso. Parece faltar o esforço que eu fazia para aceitar alguém, assim como me esforço até hoje para assistir todas as comédias românticas lançadas na esperança de que um dia eu encontre uma tão boa quanto aquelas que nós assistíamos rindo e comendo bolacha. Sinto falta dele. Dele e das bolachas, estas últimas que, de tão velhas, nem vendem mais.

Fiz minha primeira polenta com carne moída enquanto ele cozinhava o arroz e ria do tamanho do meu alho picado. Depois dois pratos, dois copos, dois pares de talheres. Foi a janta e o telejornal com aquele nosso jeito de comentar as notícias da semana. Em seguida, lavar a louça enquanto ele me abraça. E a gente assiste a Super Nanny no SBT à meu pedido. Rimos de coisas bobas, comentamos qualquer porcaria do dia. Eu assisto a última parte do programa enquanto ele passa a camisa. Pós-banho, acerto a maquiagem enquanto ele ajeita o cabelo. Ele escolhe o brinco maior e eu decido sem camiseta por baixo. Saímos. Dançamos sem saber dançar, bebemos sem saber beber, coroamos o sofá estampado de onça com o peso das nossas lembranças. Rimos do nosso começo, sorrimos pelo nosso fim, nosso sim. Vimos o show do Banzé e do Ludov. Seguro forte a mão dele em Refúgio. Blézamos Forgotten Boys, Motores, Pullovers. Chegamos em casa cedo, dormimos até tarde. Assistimos, novamente, a segunda e a terceira parte da trilogia do Senhor dos Anéis, xingando o Frodo até o talo. Meu olho brilha emocionado com a amizade dos hobbits e ele me beija enquanto faz graça. Ele assiste o jogo da porcada e eu seco firmemente. No intervalo, nós compramos tapioca na rua e entramos correndo para o segundo tempo. Jantamos, tomamos banho, mais telejornal. Faço download de novos discos de novas bandas para ouvirmos na semana enquanto ele quase dorme. Entro debaixo das cobertas também, cutuco, mordo, faço manha até ele acordar. Até lembrá-lo que ele precisa esperar eu dizer algo importante. Não digo. Consciente de que teremos todos os dias do mundo para que eu o faça, durmo sorrindo. Seguro sua mão antes só pra ter certeza de que ela está lá. E está. Ele já apagou, mas a mão… a mão continua comigo.

Autoramas: Nunca gostei, nunca tentei ouvir. Fui no show para ver outra banda. Tudo o que eu sabia sobre eles estava nos arquivos da MTV. Lembro de ter achado os caras estranhos, sujos, retrô demais em um clipe e letra que julguei bem maomeno há muitos anos atrás quando eles estouraram. No entanto, vendo a apresentação do trio carioca no sábado, achei o maior barato. E é justamente essa a palavra: barato. Letras simples, bobas, engraçadinhas combinando com os tiques, passinhos e caras e bocas não fazem, definitivamente, jus a complexidade filosófica, a alguma grande personalidade que alguns críticos querem atribuir aos integrantes. Respeito o Gabriel e o Bacalhau por sua história, pela insistência, até porque estão lá muito bem cercados de parcerias e contatos que ganham uns bons créditos. No entanto, a receita é básica: Canções curtas, muito barulho, letra descolada e uma performance extremamente descontraída que rouba, muitas vezes, a cena. Taí, gostei. Vale uma visita no playlist em dias mais leves. É como o Miranda disse sobre 1, 2, 3, 4. Um bê-a-bá bem bobo, mas que pega. Bem melhor que cada um no seu quadrado.

 Cachorro Grande: Esse é o terceiro show que vou da banda e o primeiro que saio sem vontade. E, admito, demorou. Ou o Big Dog para de esculhambar no palco ou fica impossível assistir um show dos caras sem brochar. Ou os caras aprendem que ter personalidade nada tem a ver com achar que o pico onde eles tocam é a casa da mãe Joana ou vão continuar sempre com o mesmo público medíocre, piegas, tiete e irritantemente descolado. Gosto da banda, gosto das músicas. Achei que o último álbum – Todos os Tempos – e a prévia do próximo – vide a inédita Dance – indicam um amadurecimento significativo da banda não só em relação às músicas, mas também em relação às letras (mais o primeiro que o segundo, claro). No entanto, ninguém mais aqui engole essa de posar de rock irresponsável. Mais triste ainda é ver um público feiiiinho de doer tão carente de atitude, cuspe e tabaco.

Aniversário de São Paulo: Que me perdoem Ana Cañas, Roberta Sá, Diogo Nogueira e Paula Lima que, mesmo com toda a bossa na manga – ora por falta, ora por excesso de personalidade -, não conseguiram entusiasmar o público. No entanto, manifesto, aqui, o meu respeito por Celso Fonseca e a participação especial do maestro João Carlos Martins. Esse último nome, aliás, que deixou bem claro que a gente não é bobo, não. E só aplaude de pé o que nos interessa: um pouco mais de sangue, de vida, de paixão na música. Quanto ao Toni Garrido, não cheira nem fede. Já a tal da Mercury nem citar é possível, pois ainda não entendo o porquê do Brasil insistir tanto em eleger a bendita para nos representar em tudo quanto é coisa referente a nossa grande e vasta cultura musical, quando, antes de uma artista bem maomeno, ela é, pra mim, um bom concentrado de abobrinha enxerida (um dia, talvez, falemos, especificamente, sobre pitacos políticos mal-sucedidos).

Lulu Santos: Apenas duas músicas do último álbum. No mais, o de sempre. Mas o que é o de sempre no show do Lulu? Como diria um amigo meu, um show que vale por 10. Como diriam outros tantos: Lulu é deus. E ponto.

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