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Arquivo da categoria ‘Sem-categoria’

Doce solidão

Ansiedade, sede, cidade
A saída da saudade não é uma ladeira, mas um morro acima.

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Vai valer

Surpreendente reparar no quanto uma única conversa pode alcançar dimensões tão imprevisíveis – e boas! – na gente.
Acho que o que tem me faltado nos últimos tempos é um pouco mais de esforço. É bem essa palavra, mesmo… “esforço”, principalmente mental. Tem faltado um pouco daquela esperança ingênua que a gente tem de fazer acontecer [...]

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Modus operandi

Às vezes eu sinto falta de algo ou alguém que me inspire a tanta segurança que eu já tive um dia, embora não lembre exatamente quando a tive e ainda menos quando a perdi. Não lembro exatamente como eu era
quando mantinha tudo organizado, regular, mas sei que sinto falta dessa estabilidade, de ter objetivos e [...]

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Ela e ele sempre se olhavam como se fosse a última vez que eles se viriam. Mas não. Nunca era. E ninguém poderia dizer que um deles soubesse disso. Ao contrário. Sempre se encontravam com a certeza de que o outro tomaria consciência do absurdo que era se aventurar em ideias que, para tanto (s), [...]

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Ossos do ofício

Todo o trabalho tem (ou deveria ter) uma compensação além da remuneração. Não é todo dia que eu pego um Saramago, uma Ana Maria Machado ou um José de Alencar (embora muitos não gostem, eu adoro, principalmente os urbanos) da vida para ler no trampo; ou descubro um Paulo Vieira que me lava a alma. [...]

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Acho que a priori sempre me interesso pela intelectualidade das pessoas. Depois disso vou percebendo que elas se superestimam demais dentro desse seu intelecto. Logo, são ignorantes. Por causa disso acham que mover um dedo é muito, tomar uma decisão a respeito de uma carreira ou um amor já é motivo pra morrer, que deus [...]

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Dublê de corpo

Às vezes parece que sempre estou atropelando as coisas. A impressão é que eu tenho tanta coisa para concretizar, tanta esperança pra moer, que, quando percebo isso, vou me liquidando. Percebo o quão meus planos também vão perdendo seu entusiasmo inicial à medida que uma parte de mim se entrega a outra muitíssimo gasta. E [...]

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14:09, trabalho.
Abro o livro do Saramago. Abas, quarta capa, ficha catalográfica, direitos reservados. Começa, enfim, e assim, o livro:
A Pilar, minha casa.
Dizem que o Intermitências não é lá um grande livro, e que, com o Saramago, estão envelhecendo as ideias dele, mas bem que eu queria, um dia, poder escrever só uma dedicatória como esta, [...]

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Violins é, disparada, a banda que eu mais ouvi nos últimos dois anos (sequer uma semana ilesa). Quando a letra acompanha uma melodia a forma como ela grita com a (e na) gente é outra. Violins me conduz um pouco mais a ter peito pra dizer que eu não sou assim tão feliz quanto gostaria.

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Às vezes temos a faca e o queijo na mão para mudarmos o nosso dia, para convertê-lo em momentos de alegria atropelada, mas ainda alegria. Há quem faça isso dia ou outro (quem nunca teve as suas fugas que atire a primeira pedra), há quem passe uma vida inteira fazendo isso (aqueles que, apesar de [...]

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