Todo o trabalho tem (ou deveria ter) uma compensação além da remuneração. Não é todo dia que eu pego um Saramago, uma Ana Maria Machado ou um José de Alencar (embora muitos não gostem, eu adoro, principalmente os urbanos) da vida para ler no trampo; ou descubro um Paulo Vieira que me lava a alma. Mas não contente em ler um dos Shinyashiki descendo a lenha no Sísifo, decorar a tabela periódica de cabo a rabo, pensar em trocentas mil maneiras de adaptar um gráfico cabuloso, fico me perguntando… como é que eu vou descrever a bendita foto de um estromatólito ou de uma cianobactéria?
Sim, sim… na minha cabeça, até uma cianobactéria tem cor.
As palavras, sempre limitadas demais para descrever qualquer coisa… desde o amor até uma cianobactéria…