Acho que a priori sempre me interesso pela intelectualidade das pessoas. Depois disso vou percebendo que elas se superestimam demais dentro desse seu intelecto. Logo, são ignorantes. Por causa disso acham que mover um dedo é muito, tomar uma decisão a respeito de uma carreira ou um amor já é motivo pra morrer, que deus uma hora vai dar a letra e o dízimo vai quitar essa benção e que tudo “é isso aí, sabe, deixar na mão do tempo e dos outros”. Enquanto isso envelhecem, ficam feios (também fisicamente, porque ganham anos, literalmente, mas principalmente perdem o brilho) e riem da nossa grosseria e das rugas que a gente ganha lidando com eles. Riem do gerúndio, do Lula, de Praia Grande, do produto pirata, da pobraiada da moda. Nem reparam o quão estúpidos são enquanto a gente ri deles também. A única diferença é que, principalmente, esses tontos não percebem quem pode ajudar quem.
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Palavra, pra mim, é um negócio foda. Não sei se é só porque decidi estudar, viver e morrer por isso, mas quando alguém se compromete a fazer algo e morre na praia, eu fico muito puta, decepcionada. Às vezes a treta nem tem a ver comigo, mas só de saber que aquela pessoa em determinado momento caiu em contradição ou em falta de uma forma muito grosseira, isso me desanima e afasta da pessoa. Acho que, pra gente, pro mundo, falta dinheiro, falta sorte, falta afeto, falta vontade, mas falta, principalmente, comprometimento. Se cada bundão que há no mundo se mantesse de boca fechada já ajudava muito. Mas não… tem gente que só abre a boca, mesmo, pra falar merda. Ou antes da hora ou quando já foi. Gente insossa.
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Seí lá. Acordei virada depois de uma semana virada. Vejo as pessoas que mais gosto cada vez mais desanimadas com o nonsense alheio (às vezes pessoas que eu gosto decepcionadas com pessoas que eu também gosto, embora cada vez menos). Não contente, às vezes puxo uma ficha na minha cabeça. “Fichas” ficam no limbo da minha cabeça. Pessoas que gosto, mas não confio. Mando mensagens, me arrependo. Mando e-mails, me arrependo. Ligo, me arrependo. Que voltem pro limbo. E daí, nojo de mim, descarga neles.
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Mas há sempre o intocável, o ileso, o sublime, a cor. Falando com meu anjo sobre nossos projetos, sinto-me tão mais inspirada… Se ele soubesse das cores que ele me inspira e que eu tenho emprestado a tantos outros… e como a gente tem encontrado boas maneiras de conciliar isso e não soltar da mão (“chegue forte”). E o mano que é sempre humano e, por isso, sempre tão surpreendente na sua determinação. Não bastasse ter estes dois talismãs na minha semana, há ainda um amor, este que é salvaguarda para todos os momentos e a concretização dos meus desejos mais surreais e, por isso, único, eterno, indizível, incontestável, maior.
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