Fiz minha primeira polenta com carne moída enquanto ele cozinhava o arroz e ria do tamanho do meu alho picado. Depois dois pratos, dois copos, dois pares de talheres. Foi a janta e o telejornal com aquele nosso jeito de comentar as notícias da semana. Em seguida, lavar a louça enquanto ele me abraça. E a gente assiste a Super Nanny no SBT à meu pedido. Rimos de coisas bobas, comentamos qualquer porcaria do dia. Eu assisto a última parte do programa enquanto ele passa a camisa. Pós-banho, acerto a maquiagem enquanto ele ajeita o cabelo. Ele escolhe o brinco maior e eu decido sem camiseta por baixo. Saímos. Dançamos sem saber dançar, bebemos sem saber beber, coroamos o sofá estampado de onça com o peso das nossas lembranças. Rimos do nosso começo, sorrimos pelo nosso fim, nosso sim. Vimos o show do Banzé e do Ludov. Seguro forte a mão dele em Refúgio. Blézamos Forgotten Boys, Motores, Pullovers. Chegamos em casa cedo, dormimos até tarde. Assistimos, novamente, a segunda e a terceira parte da trilogia do Senhor dos Anéis, xingando o Frodo até o talo. Meu olho brilha emocionado com a amizade dos hobbits e ele me beija enquanto faz graça. Ele assiste o jogo da porcada e eu seco firmemente. No intervalo, nós compramos tapioca na rua e entramos correndo para o segundo tempo. Jantamos, tomamos banho, mais telejornal. Faço download de novos discos de novas bandas para ouvirmos na semana enquanto ele quase dorme. Entro debaixo das cobertas também, cutuco, mordo, faço manha até ele acordar. Até lembrá-lo que ele precisa esperar eu dizer algo importante. Não digo. Consciente de que teremos todos os dias do mundo para que eu o faça, durmo sorrindo. Seguro sua mão antes só pra ter certeza de que ela está lá. E está. Ele já apagou, mas a mão… a mão continua comigo.
A febre de um sábado azul e um domingo sem tristezas
Fevereiro 3, 2009 por Katia
Melhor que comer, é cozinhar juntos.
Só se põe à mesa o que ambos querem. Sem surpresas.